terça-feira, 5 de junho de 2007

A maldade que há em mim

Vira e mexe eu tenho uns sentimentos maldosos. Vontade de explodir a cabeça de alguém, por exemplo, é quase todo dia. Podia explodir com um martelo, mas dá muito trabalho, preferiria uma granada mesmo. Vontade de explodir uma sala cheia de gente é toda semana. Ir lá e puft! soltar uma bomba, estilhaçar tudo. Vontade de cortar o dedo mindinho de alguém já é mais raro.

Vontade de cortar os cabelos das pessoas quando elas estão dormindo, isso eu tinha muito na adolescência, mas passou. Também tinha muita vontade de berrar no ouvido de alguém até explodir os tímpanos, mas isso foi ficando pra trás. Acho que me sofistiquei.

Uma coisa que já tentei, mas nunca consegui, foi bolar um jeito de fazer a pessoa morder a própria língua. Não é no sentido figurado, não, é literal: dar aquela bruta dentada no músculo. Como se fosse morder um podrão. Daquelas mordidas na língua que a gente fica lembrando o dia todo, de tanta dor. Então, adoraria fazer isso com certas pessoas, mas não tenho a técnica. Não dá para obrigar. Morder a língua é uma coisa que se faz sozinho. Que droga.

Um comentário:

Juju disse...

dá um chiclete pra elas, fique horas e horas conversando, dando um jeito de elas não jogarem o chiclete fora. de preferência um trident que perca o gosto rápido.

sério, sempre que estou com um chiclete há muito tempo, acabo mordendo minha língua como se fosse morder o chiclete, procurando o gosto que não está mais lá...