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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Por que as abelhas morrem quando picam?

Texto que eu fiz para um quadro educativo infantil de um lance na produtora em que sou roteirista, para ser ilustrado a la ilha das flores. Escrevi na ressaca do Carnaval. Nego adorou, mas não aprovou. Falaram que ficou ótimo, mas meio pesado para um infantil. Estou tentando entender.


Por que as abelhas morrem quando picam?


Abelhas são insetos que despertam medo, terror e muitas abanadas desajeitadas. O que pouca gente sabe é que esse ser inspirador de fantasias de Carnaval tem vocação suicida. Isso mesmo. Tal como Kurt Cobain, Virginia Woolf e Getúlio Vargas, abelhas também se matam. E sem se atirar de pontes, sem descarregar armas em seu corpinho listrado e sem tomar coquetel de remédios.

Quando é importunada por cheiros fortes, por vibrações sonoras, ou em qualquer situação em que se sente ameaçada, a abelha pica. E a picada se torna um ataque contra si mesma, pois o ferrão é o prolongamento do abdômen e rompe no momento em que ela abandona a vítima.

Pobre abelha: o crime não compensa.

sábado, 14 de novembro de 2009

Um pote de cereais, por favor, um pote de cereais pra enxaqueca leve.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Além do incrível preconceito com a calcinha bege, um assunto que ronda certas rodinhas de mulheres é a falta de tempo para se apaixonar.
"Até queria me apaixonar, mas ando tão sem tempo, sabe?", dizem umas e outras por aí. As amigas costumam concordar com a cabeça, não sem largar um suspiro tremidinho.
Paixão demanda tempo? Então faça um teste: largue o curso de francês, livre-se das aula de yoga, faça um curso de leitura dinâmica, passe a realizar compras de supermercado pela internet e com entrega em casa e leia romances com no máximo cem páginas. Agora aguarde uma ou duas semanas. E aí, se apaixonou?
Ninguém nunca deixou de se apaixonar por falta de tempo. O tempo da paixão não se conta em minutos, nem em segundos (talvez em milisegundos, a pensar). A paixão mora escondida. Senão não é paixão, ora.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

atchim!
aaaaaa
tch - tchim!
(fung)

domingo, 20 de janeiro de 2008

abdução

não entendo por que
nunca fui
abduzida por um ET

domingo, 16 de dezembro de 2007

velha laranja

eu demoro séculos para escolher laranja lima na feira. tudo bem, a minha cota é grande, sessenta laranjas por semana. mas as velhinhas me dão um banho. é meio ridículo. é muito ridículo. algumas senhoras chegam a dar uma risadinha intencionalmente indiscreta. são muitas operações seguidas para se escolher uma laranja: ver se está podre por fora, apalpar para ver se está podre por dentro, avaliar se está muito verde ou muito madura, se tem suco em quantidade suficiente, e verificar a existência de bactérias e o percentual de agrotóxicos.
incrível a agilidade de pensamento dessas senhoras. e, mais ainda, os malabares com as mãos para colocar a laranja no saco. quando crescer, vou ser assim. ou não. quer dizer, provavelmente não.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

anti-dicionário

pessoas que falam
fofaaa
amigaaa
queridaaa
alongam as vogais sem finalidade poética
e por isso têm certa propensão irritante

domingo, 23 de setembro de 2007

branca

momento de tensão:

será que a maçã da Branca de Neve
tinha agrotóxico?

(isso pode mudar toda a história)

segunda-feira, 16 de julho de 2007

?

Os bem-resolvidos que me desculpem, mas crise é fundamental.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

crise do suporte

Há a crise da idade da loba, a crise da economia global e a crise do suporte.

Por crise do suporte, ou revolução do suporte, entende-se que a obra de arte está ganhando novos espaços que não os originalmente concebidos. (Perdão pela definição curta e simplória). Se antes os caras só pintavam em telas, agora pintam em muros: muda-se o suporte, fica a obra de arte. Com outros significados, outras relações, claro. Se antes os caras escreviam com penas em papel, agora escrevem em blogs.

Os defensores dos novos suportes dizem que não há diferença qualitativa entre a produção literatura online e o livro, objeto físico.

Mas eu acho que tem, sim.
"Livro não enguiça", já disse o meu ídolo Millôr.

(!!!)

terça-feira, 10 de abril de 2007

palavras que não entendo

Dodói - dói duas vezes e parece menor que dor de gente grande.