quarta-feira, 12 de setembro de 2007

os cabelos de Clara

Existe uma cena que se repete todos os dias na minha vida: eu, desesperada, insandecida, alucinada, procurando um prendedor de cabelo. Tateio bolsos, mesa, computador, banheiro, mochila, marmita, bolso, mesa, ei, peraí, acho que já procurei por aqui. Enquanto isso, posso jurar que meu cabelo cresceu três metros, está esvoaçante, ameaçando entrar na minha boca e invadir minhas orelhas.

E por que você não corta o cabelo, ô anta?, me perguntaria alguma amiga com certo senso de razoabilidade. Ok, ter cabelo curto soluciona muitas coisas. Mas, mesmo quando o meu estava menor, queria prender e ficava agoniada para achar um elástico. Muda a qualidade do prendedor: para cabelos curtos, grampinhos trés chic, e não elásticos gigantescos. Mas não adianta cortar, o problema continua. Tem uma hora, momento certo e inevitável, em que o cabelo atrapalha. Estive refletindo sobre isso e concluí que é a proximidade com o cérebro. Vai que os meus já escassos bons pensamentos escapolem pelos cabelos e vão parar no meio da rua? É por isso que sempre tenho um prendedor por perto. Em algum lugar que ainda vou encontrar.

4 comentários:

Lia disse...

aqui em casa é foda, mesmo! o andré quem rouba todos os elásticos!

el disse...

clara-sansão!

eu diria: raspa então! Estamos na pós-tudo, clara, cabelo já era.

Gabriela disse...

Raspar é a solução! Principalmente quando você acabou de acordar e precisa que o cérebro pegue no tranco. Impossível com o cabelo solto. Mas a coisa do cabelo curto, meio curto, é mais chata: só a metade de trás, que não atrapalha, fica no elástico. Aí você precisa dos tic-tacs gigantes que somem e te deixam como única opção aquela faixinha irritante que dá dor de cabeça. E com dor de cabeça o cérebro também não funciona!

Gabriela disse...

Aí você desiste e passa o dia colocando o bicho atrás da orelha. E depois de anos vai ficando com uma orelha de abana. Quem sabe a gente não passa até a ouvir melhor?