quarta-feira, 14 de maio de 2008

Você arrasta o sofá com esforço, apenas para dar uma leve varrida, e topa com uma nota de cinqüenta reais há muito perdida. Filipeque. Abre a gaveta desordenada, procurando um documento bastante necessário, e esbarra com uma foto quase esquecida daquela pessoa mais que querida. Filipeque. Pega um livro emprestado, puído de mau-humor, e entre as páginas 21 e 22 se depara com um bilhete de amor que poderia ter sido seu. Filipeque.

Filipeque é o nome que se dá às pequenas felicidades encontradas por acaso. Eu sabia que isso existia (ô), apenas o nome desconhecia. Aprendi ontem e na verdade já esqueci. A palavra não é essa, é outra, não me recordo de jeito nenhum. E isso pouco importa, porque, filipeque, arrumei uma nova.

2 comentários:

juju disse...

Cansada de sentir cheiro de palmito, respirar farinha de mandioca e ouvir vogais serem pronunciadas de forma lenta e aberta, filipeque, ovelhas continuam dizendo mé e brincando com o tico-tico.

meu nome é meu disse...

MEU DEUS DO CÉU!
MARAVILHOSO.
Amei Filipeque. Vou publicar no meu blog.