domingo, 7 de outubro de 2007

eu e o jazz

Eu adoro ouvir jazz por dois motivos: 1. é um gênero que muito me apraz; 2. eu não entendo porra nenhuma de jazz.
Por que o jazz me toca, isso é da ordem do inexplicável - algumas coisas batem, outras não. Por que eu não entendo porra nenhuma de jazz, já é bem explicável: eu nunca li nada sobre, nunca conversei com pessoas do ramo, chego até a evitar o assunto. Contradição? Óbvio que não. Se eu escuto funk, por exemplo, ou samba, não é uma escuta leve e prazenteira. Eu fico ligada na letra, penso alguma relação com alguma outra coisa que já escutei, faço uma genealogia do autor, anoto alguma idéia num pedaço de guardanapo. Se eu escuto jazz, meu oco musical é tanto que não consigo pensar em nada, só escutar. Daí tudo flui. Donde se conclui, bestialmente, que a ignorância salva. Estou pensando em aplicar esse raciocínio pra outras coisas.

(outro dia um amigo me disse que os entendidos de jazz não falam diéz, na pronúncia inglesa, e sim jaz, como se estivessem lendo em português. Por mais ufanista que seja, não consegui adotar a medida. Jaz para mim é coisa de tumba.)

3 comentários:

el disse...

claro.

"aqui jaz". Também não consigo. Já tentei, mas me sentid esquisito, então resolvi parar.

O moço compra um cigarro Marloboro Light, come um petit gateau, ouvindo jaz. Aham. Diéz mesmo. Pra porra com essas frescuras.

Gabriela disse...

Jazz é o som que o cérebro deveria emitir quando está em pleno raciocínio. Já imaginou resolver aquelas equações enormes de matemática com um fundo de Jazz? Você lá, sem saber por onde começar e aí entra aquela bateria fora do tempo fazendo pressão e você sai cortando tudo e reduz a equação a metade. Aí fica lá, com aquele solo de contrabaixo fazendo as contas chatas e depois vem o solo do piano, dizendo que você está no caminho certo e que aquelas linhas vão ficar cada vez mais curtas até que tudo acaba ao mesmo tempo no R:. Ao som de palmas, de preferência!

Henrique disse...

Agora vou esclarecer essa coisa de Jaz e Diéz, são termos de quem trabalha com música. Pra mim é mais ou menos assim: o Diéz é um Gringo que vc conhece admira mas que está longe, não sabe direito onde mora e nunca levou um som direito com ele, se levou foram apenas algumas vezes, o Jaz é outro cara, seu parceiro, companheiro tá pertinho de ti, vc leva um som com o cara, é amigo, sabe onde mora. Isso não é frescura, é apenas uma relação pessoal do sujeito com a música, acho que só assim posso respaldar esse questionamento que eu mesmo suscintei na blogueira querida!!! Aqui o que importa é a relação emocinal, podem chamar o Diéiz ou Jaz do que quiserem o que importa é o carinho com a música!!