sábado, 5 de abril de 2008

Méééntiras

Amélia levantou serelepe e veio falar comigo: méééé. E acabou chamando a atenção de Helga, que estava pastando na maior letargia, mas não se conteve e me chamou a atenção: mééé. Até Suiane, tímida que só, mééé deu uma sacudida. Daí eu respondi: cacilda!

Quando criamos esse blog, eu e as ovelhas não sabíamos o que aconteceria. A intenção era simplesmente exercitar aquilo que melhor fazemos: pastar. Daí nasceu um blog sem proposta, sem lógica e, principalmente, sem leitores. Um ano depois, tudo continua na mesma, com a diferença de que a página tem fiapos de lã espalhados por todo canto (desculpem a bagunça, eu já pedi para as ovelhas arrumarem, mas elas não mééé escutam). Ah, e agora algumas ovelhas de pastos alheios vira e mexe passeiam por aqui. Como você, méééu querido.

O nome com que batizamos esse reino de faz-nada gerou várias confusões. Como é mesmo, hein? Galinhas que dizem pi? Ursos que gemem mu? Cobras que gritam xi? E o ápice: espermatozóides que dizem flai? Vejam bem, olha o respeito, isso aqui é um pasto. O nome rememora os queridos cavaleiros que dizem ni. E eu não sei o barulho que faz um espermatozóide. Posso desconfiar, mas não tenho certeza.

Na era da escassez de tempo para qualquer outra coisa que não seja trabalho-alho-alho, chegamos a uma anti-conclusão de primeiro aniversário: que todo mundo pasta. E que as ovelhas vão continuar dizendo mééé. Não é mééésmo, felpudas?

(Pronto, Helga, Amélia e Suiane. Podemos voltar.)

Um comentário:

juju disse...

Nossa, um ano???
Méééééé