palavras que descrevem uma cólica:
agulhada
dor
torce
contorce
pontada
latente
nada
dor
nada
calmavaipassar
cansaço
explosão
zumbido
contínuo
fininho
é,
não se pode ter cólica em alemão.
terça-feira, 30 de junho de 2009
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Clara
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22:41
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Marcadores: meu dicionário
quarta-feira, 10 de junho de 2009
José e seus amigos invisíveis
Rafael tem fixação por pipas.
Bel define as pessoas pelo ascendente.
Lila não consegue fazer refeições com o cabelo solto.
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Clara
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23:42
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Marcadores: historietas
terça-feira, 9 de junho de 2009
o triturador de sentimentos
O que fazer quando você está sentindo uma coisa
que sabe que não devia estar sentindo,
mas já está sentindo aquele negócio,
e não quer mais sentir:
pegar o triturador de sentimentos.
O meu fica na terceira gaveta de baixo pra cima.
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Clara
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21:12
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Marcadores: egotrip
segunda-feira, 8 de junho de 2009
E aí?
Oi.
Oi. E aí?
Sabe quem tá falando?
Sei, po. É você.
Ah, é. Esse negócio de bina. Não me acostumo. Tira a graça.
Diga, conta!
Pois é. Então. Eu não tenho nada pra falar.
Nada?
Nada.
Ah, sim.
Eu não tenho nada pra falar, mas quis ligar pra você. Aí, pum, disquei, liguei.
Rá-rá. Maluquete.
Maluquete? Acho que nem meu avô diz isso.
É quando a pessoa é maluca, mas do bem.
Não, isso é maluco beleza.
Mas você não é maluca beleza. É maluquete.
Olha. Me ocorreu uma rima estranha pra maluquete.
Rima. To falando: você é maluquete. Fala coisas doidas.
Aí é doideira. Fulano é doidão, doidaço. Eu não sou doideira.
Verdade. Isso só de vez em quando.
Então me liga quando souber o que é maluquete, tá?
Tá bem.
Um beijo.
Beijo, maluquete.
Tchau.
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Clara
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21:15
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Marcadores: historietas
E a pista da Pedra da Urca continua sendo o melhor lugar para correr.
Ver o casal que no km 1 estava se separando,
ver a banda de heavy metal gravando um clipe,
ver os alpinistas contundidos que querem chegar no céu,
escutar pink floyd quando o sol está na metade do pôr,
e dizer pra criança de quatro anos que no mato tem muita cobra.
Na pista da Urca tem gringo e velhote com contador de batimentos,
mulheres com tênis extra anatômicos amortecidos coloridos,
recém-namorados tentando criar intimidade enquanto vêem o mar,
(eles não sabem que assim é mais difícil).
também tem bebês com frio
e os gafanhotos cantores de fado,
com quem muito dialogo.
E depois do sol baixar, pingando de suor, é possível ver a pior marcha de todos os tempos: a dos militares que tiram a bandeira do Brasil da haste, ali no Forte.
São quatro moços fardados fracotes mal-humorados que escutam um apito e marcham com o corpo mais molengo que uma minhoca infartada, e com mais má vontade que os garçons do Bar Lagoa, e dobram a bandeira, como quem quer cuspir. Mas não cospem. Os covardes.
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00:36
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Marcadores: cidade
domingo, 24 de maio de 2009
os ansiosos
Pessoas ansiosas suam.
Falam depressa.
Têm tiques. Mesmo que discretos.
Pessoas ansiosas não sentem o sabor da comida que está na boca, mas da que está no garfo, prestes a ser engolida. Bacalhau com paladar de feijão. Arroz com gosto de laranja. Tais pessoas, coitadas, degustam na língua algo que não é mais que um pensamento.
Ainda bem que deixei de ser ansiosa.
Já faz cinco minutos.
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Clara
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23:15
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Marcadores: egotrip
Doação
Esse cartaz eu vi na Rua das Laranjeiras.
Doação de sangue
Doe aqui!
Aos sábados, doação com banda ao vivo e café da manhã grátis.
Agora sim, vão ganhar um bolsão de ó negativo.
Só espero que a música ao vivo não instigue a dançar.
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Clara
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14:30
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Marcadores: cidade
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Lá vem a Diana
Diana de Hollanda, escritora e amiga mais que querida, foi premiada no concurso literário do Prêmio Fórum de Ciência e Cultura, com sua obra Não saber a morte . É um blog, uma obra de literatura digital, que tem como tema o Palácio Universitário da Praia Vermelha (tema do concurso). A Di usou uns trechos do Diário do Hospício, do Lima Barreto, e escreveu outras tantas prosas e versos, e fez tantas outras conexões e eu não vou falar mais, vocês que leiam com o próprio estômago. Novas formas de literatura. Vamos experimentar.
(Viva! Tim-tim!)
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Clara
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13:11
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Pior que ter bloqueio criativo é ter uma idéia que não vai pra lugar nenhum.
Há três meses eu tenho o título de um conto: O pai só toca piano quando falta luz. E daí? Nada. Nao sei o que fazer com isso. Não vira nada, mas continua ali, dizendo que é uma idéia. Na boa, o bloqueio é bem menos aflitivo.
*
E por falar em falta de luz, aposto que eu sou a única pessoa que sabe que ontem, de 3h às 6h30, faltou luz em Botafogo. Porre devidamente tomado, eu procurava um simples vaso sanitário, no rotineiro espaço da minha casa. No escuro, virou uma terrível saga. Procurar velinha pra acender? Impossível. Lanterna? Acho que emprestei pra alguém. Moral da história: nunca tomem porre em dia de falta de luz. Recomendo ligar pra Light antes.
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Clara
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23:54
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domingo, 17 de maio de 2009
Então nao aguentou: pousou a cabeça no travesseiro. Era um outono. Ingrato.
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Clara
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